20 de novembro de 2008

VINHO, O COMPANHEIRO IDEAL DAS CARNES.......




Sábios eram os gregos, que, séculos antes de Cristo nascer, já saboreavam, em dias especiais, um belo assado com algumas taças de vinho. Esse matrimônio celebrado nos banquetes antigos viajou no tempo até se tornar uma referência na cozinha ocidental. Tudo leva a crer, essa é mesmo uma união perfeita: pesquisadores da Universidade de Jerusalém e do Centro Volcani, ambos em Israel, garantem que o vinho tem a dádiva de anular moléculas envolvidas com o aparecimento de doenças como o câncer. Por causa delas, o consumo excessivo de carne é visto com cautela por especialistas em saúde.

Na pesquisa, após cada uma dessas refeições, todos foram submetidos a exames de sangue e urina para medir as taxas de malondialdeído, ou MDA, que é uma das substâncias acusadas de nos fazer mal. Ela é entregue de bandeja pelas carnes ou formada dentro do próprio organismo durante a sua digestão

Possivelmente, os polifenóis da bebida, que são antioxidantes, inibem a formação ou absorção de MDA, esta é a teoria para a ação do vinho. E onde será que os famosos polifenóis das uvas barrariam essas substâncias, antes mesmo que se atrevam a cair no sangue? No estômago, respondem os israelenses, derrubando a primeira impressão da ciência de que essa ação se desenrolaria só no intestino.Os polifenóis são pouco absorvidos pelo nosso organismo, mas apresentam uma excelente ação in loco.Ou seja, eles não precisam ser digeridos para agir. E agem, por sinal, também no palco da digestão, enfrentando radicais livres, MDAs e afins no ambiente estomacal — ou até um pouco no intestino. Ainda bem. O MDA e outras substâncias resultantes da oxidação da gordura são potencialmente carcinogênicos.

Portanto, quando for consumir carnes acompanhe-as com uma taça de vinho. Mas ATENÇÃO, uma taça é o suficiente, não exagere no consumo pois o vinho contém álcool, e tudo em excesso tem o efeito contrário do terapêutico....

Texto extraído da Revista Saúde, edição de novembro de 2008.