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Sobrepeso e anemia são comuns entre crianças menores de 3 anos...



Quase um terço das crianças menores de 3 anos já apresenta excesso de peso, mas apenas 20% das mães têm a percepção do problema.

O levantamento foi realizado no
estado de São Paulo entre fevereiro e abril de 2013 por pesquisadores da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pela professora Elizabeth Fujimori.

Os dados ainda apontam atraso no desenvolvimento em 28% e anemia por deficiência de ferro em 38% das crianças avaliadas.

"Quando os
pais não reconhecem o problema [de sobrepeso], levam muito tempo para buscar ajuda. Qualquer alteração na nutrição nessa fase de intenso crescimento pode afetar a criança de forma muitas vezes irreversível. A chance de crescer com excesso de peso e se tornar um adolescente e um adulto obeso e com riscos cardiovasculares aumenta muito," afirmou Elizabeth.

O estudo tinha o objetivo de avaliar os efeitos do aconselhamento nutricionalpor meio da estratégia de Ação Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (Aidpi).

"A estratégia Aidpi foi proposta pela Organização Mundial da
Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na década de 1990 e implementada em todos os países latino-americanos, mas parcialmente no Brasil. Temos trabalhado com essa estratégia na formação em enfermagem porque ela é muito importante na atenção integral à saúde das crianças," disse Elizabeth.

Anemia infantil

Segundo a pesquisadora, o índice de anemia encontrado no levantamentoinicial é muito similar ao de um estudo anterior, de 2001. "Foi uma surpresa ver que os índices continuam altos mais de dez anos depois, apesar de políticas públicas como a da fortificação de farinhas com ferro e a suplementação medicamentosa profilática", afirmou.


Os resultados preliminares apontam que apenas 45% das crianças na faixa dos 6 a 18 meses recebem a suplementação medicamentosa profilática de ferro como preconizado pelo Ministério da Saúde.

Apenas 40% recebem regularmente o medicamento Aditil, que combina asvitaminas A e D. Ambos os suplementos são fornecidos gratuitamente na rede pública. Mesmo com a prescrição desses suplementos, há crianças que podem não usá-los rotineiramente, informou a pesquisadora.
 
Fonte: Diário da Saúde

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