11 de agosto de 2007

NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA VIVER COM MAIS SAÚDE


Qualidade de vida envolve fatores relacionados com a saúde e bem-estar físico, psicológico, emocional e mental. Para viver com melhor qualidade de vida é fundamental a ingestão de todos nutrientes e a manutenção de exercícios físicos regulares e bem monitorados.

O objetivo da boa nutrição é manter ou melhorar o estado nutricional dos indivíduos de diversas idades e evitar as conseqüências da má nutrição. Para sua melhor aplicação, utiliza-se alguns guias alimentares, como a Pirâmide Alimentar.

A Pirâmide Alimentar é composta de 4 níveis, com 8 grandes grupos de produtos, conforme pode ser visto a seguir:


Nível 1
O nível 1 da Pirâmide Alimentar contém apenas 1 grupo de alimentos. São alimentos fontes de carboidratos, nutriente este que fornece energia.

Grupo 1: Produtos de panificação, cereais e derivados, outros grãos, raízes e tubérculos. Estabeleceu-se o mínimo de 5 porções e máximo de 9 porções diárias.
Nível 2
O nível 2 da Pirâmide Alimentar é subdividido em 2 grupos, abrangendo legumes, verduras e frutas, que são ótimas fontes de fibras, vitaminas e sais minerais.

Grupo 2: Legumes e verduras. Recomenda-se 4 porções mínimas e 5 porções diárias no máximo.
Grupo 3: Frutas (cruas ou in natura) e sucos de frutas. Recomenda-se 3 porções mínimas e 5 porções máximas ao dia.
Nível 3
O nível 3 da Pirâmide Alimentar é subdividido em outros 3 grupos de alimentos, basicamente compostos de proteína, que é vital para a saúde e manutenção corpórea e utilizada para produção de tecidos, enzimas, hormônios e compostos do sistema de defesa. Proteínas são componentes de ossos, músculos, cartilagem, pele e sangue.

Grupo 4: Leite e derivados. Recomenda-se 3 porções diárias para atendimento da recomendação diária mínima de cálcio.
Grupo 5: Carnes, frangos, peixes e ovos. Mínimo de uma porção e máximo de 2 porções diárias.
Grupo 6: Leguminosas, recomenda-se uma porção diária.
Nível 4
No grupo 4 da Pirâmide Alimentar, encontram-se os 2 grupos restantes. Tanto o grupo de óleos e gorduras quanto o de açúcares e doces, situados no ápice da Pirâmide, apresentam suas quantidades limitadas, uma vez que já existem de forma natural, de composição ou de adição em vários alimentos e preparações.

Grupo 7: Óleos e gorduras. Mínimo de uma porção e máximo de 2 porções diárias.
Grupo 8: Açúcares, balas, chocolates, salgadinhos. Estabeleceu-se uma porção mínima e máximo de 2 porções diárias.

O QUE É FIBRA ALIMENTAR ?

Em 1953 foi divulgado o primeiro conceito de fibra alimentar: um termo que designa os constituintes não digeríveis que compõem a parede celular de plantas. Posteriormente, a Associação Internacional de Químicos Analistas Oficiais (Association of Official Analytical Chemists International, AOAC) conseguiu padronizar alguns métodos analíticos que definiram essa fibra.

De acordo com a AOAC, fibras alimentares são compostos de origem vegetal, correspondentes às partes comestíveis de plantas ou carboidratos análogos que, quando ingeridos, são resistentes à hidrólise, digestão e absorção no intestino delgado sofrem fermentação completa ou parcial no intestino grosso de humanos. Essa definição identifica os macroconstituintes dos alimentos que incluem celulose, hemicelulose, lignina, goma, celulose modificada, mucilagens, oligossacarídeos e pectinas, e a associação de substâncias menores, como cera, cutina (mistura insolúvel que contém cera, ácidos graxos e sabões, juntamente com resinas) e suberina (substância inerte e resistente à ação da água e outros líquidos). As principais fontes de fibras alimentares são vegetais, frutos e grãos integrais, leguminosas (alimentos do grupo do feijão), fitatos e ligninas.

As fibras alimentares atuam, principalmente, no trato gastrintestinal, servindo como substrato para a microflora naturalmente presente no intestino grosso, cuja manutenção é benéfica para a saúde. Além disso, as fibras modulam a velocidade de digestão e absorção dos nutrientes, promovendo um trânsito intestinal normal, e ajudam na prevenção de algumas doenças, como câncer, diabetes, doenças diverticular do cólon, dentre outras.

MORANGO E ALFACE APRESENTAM OS MAIORES ÍNDICES DE CONTAMINAÇÃO POR AGROTÓXICO.


O morango e a alface foram os alimentos que apresentaram maiores índices de contaminação por agrotóxico no ano passado, de acordo com os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para). O resultado das análises foi apresentado em Brasília nessa quinta-feira (26).

O Para monitorou em 2006 os níveis de agrotóxicos presentes em seis alimentos consumidos pela população brasileira: alface, batata, laranja, maçã, morango e tomate. Desde 2002, foram realizadas 561.200 análises de 92 princípios ativos de agrotóxicos em cada uma das amostras coletadas nos 16 estados que integram o programa. O Para recebeu um investimento de R$ 10 milhões durante todo o período.

O Gerente de Avaliação de Riscos da área de Toxicologia da Anvisa e coordenador do Para, Ricardo Velloso, explica que o Programa busca identificar a quantidade de resíduos de agrotóxicos nas amostras de cada alimento monitorado. O estudo avalia, ainda, se os níveis estão de acordo com os estabelecidos por lei e se o agrotóxico é autorizado para aquelas culturas.

Resultados

De acordo com o Gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Luiz Claudio Meirelles, os dados do Para apontam um índice geral de 14% de irregularidades nas culturas analisadas. Esse número evidencia a necessidade de desenvolver estratégias para a redução do nível de contaminação nos alimentos.

"Os resultados do Para vão auxiliar as vigilâncias sanitárias de estados e municípios a estruturar ações de rastreabilidade de controle dos eventos que geraram a contaminação. Com isso, será possível chegar até o produtor, identificar e, em muitos casos, resolver o problema", relata Meirelles.

Os números divulgados indicam que o morango é a cultura com o maior índice de irregularidades em 2006 (37,68%). Mas os resultados apontam uma redução de cerca de 20% dos problemas em comparação com os dados de 2002, quando os desvios foram de 46,04%. Em 2003, esse índice foi de 54,55% e, em 2004, 39,07%. Em 2005, não houve coleta de amostras.

O segundo vilão nos dados divulgados pelo Para é a alface, com 28,68% das análises irregulares. Ao contrário do morango, a alface vem obtendo índices de desvios crescentes. Na primeira análise, em 2002, apresentou 8,64% de irregularidades.

A maçã é uma cultura que mantém índices baixos, mas constantes de resíduos de agrotóxicos. Já o tomate apresentou redução das irregularidades: de 26,1% em 2002 para 2,01% no ano passado. A batata e a laranja são as únicas culturas cujas amostras deram resultados satisfatórios em 2006.

O Para não coletou amostras de banana, mamão e cenoura no último ano. Apesar disso, pode-se observar que os resultados das análises da banana e do mamão reduziram no decorrer do monitoramento. A banana obteve 6,53% de inconformidades em 2002 e, em 2005, baixou para 3,65%. Já o mamão - que na primeira análise teve 19,5% - em 2005 não apresentou problemas.
As amostras de cenoura estavam de acordo com os limites estabelecidos por lei em 2002 e 2003. No entanto, em 2005, a análise desse produto apresentou 11,3% de irregularidades.

O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de agrotóxicos do mundo. O uso abusivo de agrotóxicos, entretanto, ameaça à saúde do consumidor e do trabalhador rural, além de contaminar o meio-ambiente.

Texto: Assessoria de Imprensa da Anvisa

Unicamp: Pão de fôrma com todos os nutrientes do grão de trigo.


Um pão de fôrma integral ganhou uma nova formulação na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). A pesquisadora Camila Batista da Silva desenvolveu um produto funcional utilizando todos os nutrientes encontrados no grão de trigo. O pão é rico em fibras, minerais, vitaminas e antioxidantes, que contribuem na redução do risco de várias patologias crônicas, entre as quais diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. A farinha usada para a confecção de pães existentes no mercado é obtida a partir de apenas uma parte específica do grão de trigo. "A mistura contém só endosperma e porções do farelo, concentrado na casca do grão", esclarece Camila.

O problema da formulação tradicional é que ela elimina uma camada, a aleurona, em que a concentração de nutrientes é bem alta. "Creio ser um desperdício não aproveitar todos os nutrientes presentes no grão", observa. No estudo, orientado pelo professor Yoon Kil Chang, do Departamento de Tecnologia de Alimentos, o grão de trigo é aproveitado integralmente na preparação do pão. Para melhorar ainda mais a qualidade tecnológica da nova formulação e reduzir o uso de aditivos químicos normalmente utilizados na fabricação deste tipo de produto, foram adicionados dois tipos de enzimas que melhoraram a maciez e a textura de produto.

Por meio de testes, a engenheira obteve um produto classificado como bom, do ponto de vista tecnológico. Produtos de grãos inteiros já são comercializados em países da Europa e Estados Unidos, onde a proporção mínima de acréscimo da farinha de trigo de grão inteiro é de 51% - os produtos apresentam na embalagem um selo de certificação. Portanto, o aproveitamento proposto pela pesquisadora, de 100%, ultrapassou em muito os índices preconizados em países desenvolvidos. O produto foi bem-aceito na análise sensorial e também demonstrou, nas avaliações, uma durabilidade de 10 dias, classificada pela pesquisadora de "razoável". A tecnologia pode ser transferida para a indústria, mas é necessária ainda a realização de testes em escala industrial.

Texto: Raquel do Carmo Santos
Fonte: Jornal da Unicamp

Corante de hambúrguer e salsicha pode causar câncer.


A Autoridade Européia de Segurança Alimentar emitiu um alerta afirmando que a substância E128, também conhecido como Vermelho 2G, utilizada como corante em hambúrgueres e salsichas pode causar câncer.

O Vermelho 2G, que é proibido em vários países, incluindo o Japão, é convertido pelo corpo em um composto oleoso, a anilina. Exames em ratos apontam que esta substância tem o potencial de desencadear o câncer.

Segundo as atuais leis da União Européia, quantidades limitadas do Vermelho 2G são permitidas para o uso em salsichas com um mínimo de conteúdo de cereais de 6% e em carne de hambúrguer com um mínimo de conteúdo de vegetais e/ou cereais de 4%.

"Devido às novas provas científicas, não pode ser excluído o fato de que o potencial carcinogênico ocorre devido ao dano ao material genético das células. Portanto não é possível determinar o nível de consumo para anilina que possa ser considerado seguro para humanos", afirmou o painel da Autoridade Européia de Segurança Alimentar.

Café pode prevenir câncer de fígado.


A revista Hepatology deste mês publicou pesquisa que afirma: uma xícara de café pode oferecer proteção contra câncer de fígado.

O estudo revisou 10 pesquisas sobre a relação entre o café e o câncer de fígado, que incluía mais de 2 mil doentes cancerosos e cerca de 240 mil pessoas sem o mal.

A conclusão aponta que os consumidores de café têm 41% menos chances de terem câncer do que aqueles que não tomam o tradicional cafezinho.
A cada xícara por dia, a tendência à doença era reduzida em 23%. Tomar mais de três xícaras chega a reduzir o risco em 55%.