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Hipotireoidismo: a Alimentação Correta Garante uma Melhor Qualidade de Vida!...



Depois que o Ronaldo fenômeno revelou ao encerrar sua carreira que tinha hipotireoidismo, muitas pessoas começaram a achar que não conseguiam perder peso por isso. Muito comum atender pessoas que acreditam ter este problema pela dificuldade em emagrecer, mas já vou deixar claro no início deste post que hipotireoidismo não “engorda”, o que ele promove é um inchaço, que gera um leve aumento de peso, não vai achando que ganhou 10 Kg por conta do hipotireoidismo, ok? Se está ganhando peso, sem aumentar a ingestão de alimentos, corre para o médico, isso não é normal e não espere aumentar muito peso para ir atrás de uma solução, o que acontece na maioria das vezes e que torna mais difícil voltar ao peso usual. Claro que há uma dificuldade em emagrecer pelo metabolismo ficar um pouco mais lento, posso dizer isso com propriedade, pois tenho este problema há sete anos, e sim é um pouco mais difícil, mas não impossível. Nada que atividade física + dieta adequada + reposição hormonal (quando orientada e necessária) não dê jeito!

Pelo menos 10% dos pacientes que apresentam quadro clínico de hipotireoidismo sofrem alterações de peso, alguns perdem alguns quilos enquanto outros ganham. Em casos mais graves, a perda de peso pode representar de 10% a 15% do peso corporal. Porém, os quilos perdidos são recuperados quando a doença é tratada. As mulheres entre 30 e 60 anos são mais propensas a ter este problema e estima-se que 1 a cada 10 mulheres terão hipotireoidismo ao longo da vida. Fui buscar uma imagem para este post e acabei descobrindo que a Deborah Secco e Cláudia Raia tem hipotireoidismo(eu não sabia), ou seja, é uma boa imagem para termos em mente para dismistificar que quem tem hipo necessariamente está acima do peso.

A tireóide pode ser afetada pela má alimentação, o flúor na água, exercícios de endurance, resíduos de pesticidas em frutas e vegetais, radiação de raios-x, álcool e drogas.

Minha intenção não é falar sobre a fisiopatologia e sim sobre a Orientação Nutricional para o Hipotireoidismo. Então, vamos supor que você já fez seus exames, já está tomando a dosagem de hormônio certinha, já passou pela Nutricionista para te ajudar a exterminar eventuais quilinhos ganhos neste período com uma dieta adequada ao seu metabolismo. Mas sempre existe um algo a mais que pode te ajudar então, vamos lá!

Alguns alimentos e nutrientes podem contribuir para melhorar a qualidade de vida para os pacientes com hipotireoidismo, porém, alguns devem ser evitados, vamos aos exemplos:

Tabela adaptada dos livros: "Prescription for Dietary Wellness e Prescrption for Nutritional Healing"
(clique para ampliar)

Orientações Importantes:

Não usar álcool e se possível fazer exclusão de glúten por pelo menos 3 meses e observar se há ou não melhora dos sinais e sintomas.

Alimentar-se bem a fim de evitar deficiências nutricionais, ou seja, alimentar-se de forma saudável, regular, de 3/3h. Não fazer Jejum prolongado, pois ele reduz os níveis de hormônios tireoideanos.

As seguintes medicações podem diminuir a quantidade do hormônio ativo, portanto se utiliza algum deles fale com o seu médico para tentar um substituto: Beta-bloqueadores, Contraceptivos orais, Hormônios sintéticos orais, Lítio, Fenitoína, Teofilina ou Quimioterapia.

A obesidade por si só causa uma resistência à ação dos hormônios, portanto perder peso é crucial, além da prática regular (diária, por pelo menos 45 minutos) de atividade física. Mas, relembrando, hipotireoidismo não causa obesidade.

- Uma reeducação alimentar irá auxiliar na perda de peso e a melhorar sua qualidade de vida.

Alguns agrotóxicos estão associados ao surgimento de problemas endócrinos, portanto é recomendado que substitua os alimentos não-orgânicos por orgânicos sempre que possível.

- Tomar sol diariamente ao acordar é interessante, por pelo menos 15 minutos. Evite tomar banho após a exposição, a oleosidade da pele (retirada após o uso de sabonete) potencializa a produção de vitamina D.

- Prefira creme dental sem flúor.

Referências Bibliográficas:

- BALCH, Phyllis. Prescription for Nutritional Healing. Avery, USA, 2010.
- BALCH, Phyllis. Prescription for Dietary Wellness. Avery, USA, 2003.

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