31 de julho de 2012

Chia, linhaça e quinoa: o cardápio 'milagroso' do emagrecimento



Você já incorporou a linhaça ao café da manhã e até experimentou algum prato com quinoa? Pois corra para se atualizar com os novos modismos dietéticos, os alimentos ou regimes inteiros que parecem surgir do nada, embora alguns com muitos milhares de anos de uso histórico, e entram no cardápio dos que não resistem à possibilidade de comer para ficar jovem, saudável e magro. Ou seja, todos nós vamos acabar experimentando a semente de chia, inclusive os que não conseguem abrir mão da picanha com gordurinha. A chia vem de um tipo de erva parecido com a sálvia, nativa de regiões onde hoje ficam áreas do México e da Guatemala em que antes da chegada dos conquistadores espanhóis se sucederam civilizações gloriosas, misteriosas e eventualmente autodestrutivas. Mas vamos ficar no perfil nutricional da chia: tem quase o dobro de proteínas da parente nativa americana quinoa, é mais rica em substâncias antioxidantes do que a badalada blueberry, vem cheinha de ômega 3 e é pouco calórica - apenas 60 calorias por colher. "Ela também tem muita fibra, material que absorve água no estômago, se expande e promove uma sensação de saciedade", explica o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração de São Paulo. "Por causa dessa sensação, come-se menos; mas não dá para creditar à chia o 'milagre' do emagrecimento", acrescenta, com a ponta de exasperação dos profissionais do ramo diante da eterna busca por alimentos "milagrosos".

Depois que entrou na moda, o quilo passou de 40 para 80 reais. Em termos nutricionais, quinoa, linhaça e chia são bem parecidas, mas cada uma tem um apelo especial. O da linhaça, ou semente de linho, é a lignana, substância que tem um papel na produção de hormônios e nas barreiras de resistência do sistema imunológico. A andina quinoa é uma parente mais nutritiva do arroz, o que permite que entre como substituta em risotos. No caso, quinotos.


Alguém ainda se lembra da tristemente chamada ração humana? Todo mundo ainda está experimentando ou já passou a onda do óleo de coco, consumido ao natural ou em pílulas? Registre-se que o óleo do momento é o de abacate. E que não soa estranho pedir num restaurante badalado um prato com edamame ou farro. Vindo da culinária japonesa, o edamame, grão da soja verde com valor nutricional similar ao do feijão. O farro tem carga histórica mais poderosa: era um tipo de trigo usado como ração básica dos soldados romanos, que faziam uma espécie de polenta com ele. Por ter uma colheita mais trabalhosa, foi substituído pelo trigo convencional, mas sobreviveu em regiões da Itália.
Fonte: Veja