27 de maio de 2008

DIVULGADO RESULTADO DO MONITORAMENTO DE AGROTÓXICOS EM ALIMENTOS


O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com as Secretarias Estaduais de Saúde, avaliou durante o ano de 2007 cerca de 1200 amostras de alface, batata, morango, tomate, maçã, banana, mamão, cenoura e laranja. Do total, 207 foram classificadas como insatisfatórias, ou 17,28%.
Os resultados serão encaminhados pela Anvisa ao Ministério da Agricultura (Mapa), que é o órgão responsável pela fiscalização das lavouras, para que tome as providências junto dos produtores.
Para 2009, o Para passará a acompanhar oito novas culturas. Os produtos selecionados são abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.
De olho no tomate
Os principais problemas detectados na análise das amostras foram teores de resíduos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas. No caso da batata e da maçã, houve redução no número de amostras com resíduos de agrotóxicos.
O tomate foi o produto que mais chamou a atenção em todo o estudo. Quase 45% das 123 amostras analisadas apresentaram resultados insatisfatórios. Nas 55 culturas reprovadas, foi encontrada pelos técnicos a substância monocrotofós, que teve seu uso proibido em novembro de 2006, em razão de sua alta toxicidade. O uso da substância já foi denunciado à Polícia Federal e ao Ministério da Agricultura, para que procedam a investigação.
Nos tomates de mesa, assim como no morango e na alface, foram encontrados metamidofós. Ainda que os resíduos não tenham ultrapassado os limites tolerados para a alimentação diária da população, o agrotóxico é autorizado apenas para a cultura de tomate industrial, aplicado por via aérea, trator ou pivô central, para evitar que o trabalhador rural seja intoxicado.
A boa notícia veio da análise da batata, que passou a ser monitorada em 2002. Naquela época, apresentou índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos. Este nível encontra-se hoje bem abaixo, tendo sido reduzido para 1,36%. A maçã também teve melhora. Da reprovação anterior de 5,33%, apresentou, em 2007, irregularidades em 2,9% das amostras.
Fonte: Nutritotal