27 de outubro de 2011

Tratamento de doença inflamatória intestinal com um probiótico...


Os cientistas têm sido claros há algum tempo sobre como a maioria dos probióticos trabalham. Um novo estudo encontrou uma base científica para um probiótico que poderia ser usado para tratar a doença inflamatória intestinalcomo a doença de Crohn.

A pesquisa feita por acadêmicos da Escola de Ciências Veterinárias e da Escola de Medicina Clínica  da Universidade de Bristol foi publicado online na revista PloS ONE.

A maioria dos probióticos no mercado, tais como Lactobacillus e Bifidobacterium, são bactérias do ácido láctico. Embora os probióticos têm se mostrado com sucesso em manter a remissão da doença inflamatória intestinal, a evidência da sua eficácia na doença ativa é rara. Os pesquisadores descobriram que isso é por causa do aumento nos níveis de ferro, que acontecem durante a doença inflamatória intestinal ativa, que inibe o crescimento de bactérias probióticas, incluindo Lactobacillus.

Os níveis de ferro no intestino aumentam durante a inflamação, sangramento, durante o estresse e quando as pessoas estão tomando suplementos de ferro. O ferro é criticamente importante para o crescimento da maioria das espécies de bactérias, incluindo patógenos, e sua disponibilidade é o que restringe seu crescimento. É bem sabido que patógenos aumentam sua  taxa de crescimento em até 8.000 vezes quando expostos a níveis elevados de ferro. Bactérias do ácido láctico são incomuns pois elas evoluíram sem exigir ferro, e assim não aumentam a taxa de crescimento quando expostas a ele.

Os pesquisadores descobriram que uma variedade de cepas probióticas de bactérias do ácido lático não podem responder a níveis de ferro aumentados e estão patenteando. Elas mostraram que tem propriedades probióticas e imunomoduladoras, e podem reduzir as respostas pró-inflamatórias a patógenos associados com a  doença inflamatória intestinal,

Os pesquisadores sugerem que o ferro é o fator de resposta que impede que os probióticos sejam úteis no tratamento da doença, e que a sua bactéria probiótica poderia ser um novo tratamento para a doença intestinal ativa.